Tenho certeza que tem algumas coisas que te irritam, certo?
Se eu que sou um cão super tranqüilo, sem 1% das paranóias dos seres humanos, tenho esta fraqueza, se você não tiver, é realmente um Santo!
Não vou me prolongar mais. Esta introdução é um pouco para limpar a minha barra, claro! Pois me comparando com o homem, acabo sempre levando vantagem. Pois sou bem menos complicado!
Bem, vamos direto ao assunto. Na avenida onde eu moro tem uma pista de Cooper que é um dos meus lugares prediletos. Quando o ambiente esta quieto, costumo deitar por ali de pernas cruzadas e fico vendo um ou outro corredor passar. Até ai tudo certo! Mas quando passa uma bicicleta pinta o problema! Fico enlouquecido de raiva e saio correndo, latindo e se possível mordendo a roda.
Não adianta a minha dona chamar minha atenção, me explicar ou me dar um corretivo. Eu me arrependo, penso em não fazer nunca mais e tudo vai abaixo quando aparece a próxima bike.
Foi em uma dessas vaciladas que um sujeito muito estressado parou, desceu e veio quente tirar satisfação, satisfação com a minha mãe, certamente! Afinal, nenhum maluco pede explicações a um cão.
Como a minha adorável protetora sabe que eu não sou flor que se cheire e conhece bem estas minhas disparadas atrás de qualquer ciclista que passa pela pista, recebeu o rapaz de maneira amável e realmente disposta a levar um espalho calada.
O problema é que o camarada partiu para o ataque e acabou perdendo a razão. Ela tentou argumentar de todas as formas, mas naquele dia, parecia que aquele homem tinha saído de casa com a idéia fixa de brigar com o primeiro mortal que cruzasse o seu caminho. Acabei sendo o escolhido!
A briga foi esquentando e o sujeitinho começou a crescer para cima dela. A agressão verbal já não estava resolvendo o problema, ele parecia querer dar era porrada mesmo! Imagine eu vendo isso! Uma verdadeira covardia! Não sabia o que era pior, avançar no cara e jogar de vez a sujeira no ventilador ou ficar na minha. Foi terrível!
De repente, do meio do nada, quando a situação já estava começando a ficar fora de controle, aparece o salvador! Era o pai dela chegando que nem um touro feroz, tirando ela da frente do cara e peitando o camarada de homem pra homem. Não deu outra, o covarde abaixou a bola em dois tempos, subiu naquela magrela maldita e foi embora pedalando.
Eu nem sei dizer, ou melhor, expressar o tanto que fiquei agradecido! Não poderia imaginar aquele anjo nocauteado por minha culpa.
Eu estava contente por tudo ter acabado bem. Mas também por meu “avô” ter tomado o meu partido. Mas depois, ouvi dizer, que quando ele descobriu que a briga era por minha causa, ele disse: “se eu soubesse que a razão daquele troglodita partir para cima de você era mais uma trapalhada do João, acho que tinha te deixado apanhar!” Mas tudo bem, nem tudo é perfeito!
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