domingo, 31 de outubro de 2010

Da água pro vinho - Parte III


Na época em que encontrei minha protetora na Praça JK, eu nem imaginava o que estava por vir. Já estava tudo tão bom, que eu achava que estava com a vida ganha!
Foi em uma segunda-feira de verão ensolarada. Sai para a minha caminhada de sempre e passei pela milésima vez em frente a uma flora super charmosa que tem na Avenida Bandeirantes, o Mercado Verde.
Naquele dia, não faço a mínima idéia porque resolvi entrar naquele lugar. Tudo bem que é super aconchegante e muitas pessoas têm esta vontade, mas eu, sinceramente, já tinha passado por ali mil vezes e nunca tinha sentido isso. Além do mais, sou um cão e não um ser humano cheio de desejos!
Fui entrando de mansinho e não vi ninguém. Dei de cara com um escritório vazio e ali mesmo resolvi me deitar e dar uma relaxadinha.
De repente, entra uma mulher e me pega no fraga! Pensei logo que ia ser escorraçado dali debaixo de gritos, gritos que escutei a vida toda: some daqui seu vira lata pulguento! Passa cachorro folgado! Se eu continuar falando, não acabo mais! Pois o meu repertório de xingamentos contra cachorros encheria muitas páginas.
Mas ela me surpreendeu! Veio de mansinho, foi chegando cada vez mais perto e eu, que não gosto muito de contato físico me deixei enfeitiçar por ela.


Nenhum comentário:

Postar um comentário